Bullying, quanto mais cedo for combatido, menor é o perigo!



O caso do menino Casey Heynes primeiramente chamou a atenção pela sua espetacularização e pelo sensacionalismo do programa A Current Affair, onde ele foi veiculado. Mais tarde revendo o vídeo e lendo sobre o caso me interessei sobre o assunto, pela problemática que ele traz e por toda gama de informações que estão surgindo à respeito.

Bullying, para quem não sabe é caracterizado por agressões físicas ou psicológicas feitas de maneira contínua. Nas escolas geralmente a vítima é discriminada e agredida pelo seu tipo físico ou opção sexual. Esses tipos de agressões sempre aconteceram no decorrer da história, mas foi a partir de 1970 que o tema passou a ser pesquisado. As primeiras pesquisas foram feitas nos EUA pelo professor de psicologia da Universidade de Bergen, Dan Olweus. O termo bullying é de origem inglesa e foi introduzido pela primeira vez, nas suas investigações sobre tendências suicidas nos adolescentes. A partir de então os estudos científicos só fizeram aprofundar e divulgar o buylling como questão fundamental a ser trabalhada e com o intuito de dar à população a consciência da gravidade do assunto e das conseqüências que pode gerar a uma vítima se não for descoberto e tratado logo no seu cerne. É importante que o bullying e tudo o que o envolve seja veiculado para fim de esclarecimento e conscientização de todos. Porém, segundo a psicóloga Maria Izabel leme, como o assunto está sendo tratado com freqüência, a mídia vem generalizando casos e tudo passa a ser bullying, porque o assunto está na moda.  É preciso ter cuidado ao dizer que brincadeiras de mau gosto são bullying, pois para tanto tem que haver algum tipo de descriminação, humilhação e ou perseguição.


Uma pesquisa feita pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor – CEATSem 2009 em escolas de todas as regiões do país, aponta que cerca de 70% dos alunos pesquisados informam ter visto, pelo menos uma vez, um colega ser maltratado no ambiente escolar. Quase 9% dos alunos afirmam ter visto colegas serem maltratados várias vezes por semana e outros 10%, que vêem esse tipo de cena todos os dias. Ou seja, cerca de 20% dos alunos presencia atos de violência dentro da escola com uma freqüência muito alta, o que é um indício de que o bullying está presente significativamente nas escolas investigadas.

É preciso que fique claro que bullying não é uma simples brincadeira e não pode ser visto como algo normal. É um absurdo que nos dias de hoje com toda a informação que nos é disponibilizada por tantos meios, pessoas ainda acreditem que tudo não passa de uma fase pela qual todo adolescente passa. Há sim uma fase delicada na passagem da infância para a adolescência, mas isso não obriga nem torna tolerável que crianças e adolescentes tenham de suportar agressões e insultos diariamente, e que em casos mais graves cheguem a ponto de tentarem suicídio por não obterem dos próprios pais e professores o devido apoio e preocupação que o assunto requer.

Depois de pesquisar um pouco mais sobre o tema, descobri a real importância de se falar dele e conscientizar os que assim como eu até então não sabiam o que o bullying é realmente e o tipo de adulto que uma criança pode se tornar se for uma vítima e não puder tratar do problema. Por isso o título do post foi pensado antes mesmo do texto e não poderia ser outro.

Tem uma frase no site do observatório da criança que diz: “Não sofra em silêncio você tem direito a ter boas lembranças da escola” e concordo plenamente, ao contrário do que infelizmente disse o menino Casey Heynes: “foquem nos dias bons, mantenham o queixo erguido, a escola não irá durar para sempre”, é muito triste ouvir isso de uma criança, afinal, sob o meu ponto de vista a escola é uma das melhores fases da vida.


O Jornalidade buscou saber como se dá o trabalho de prevenção  ao Bullying e quando este ocorre quais são os procedimentos e como isso é trabalhado em algumas instituições de São Borja. Confira no videocast:





Aqui estão dois artigos referente ao tema para quem quiser saber mais:
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