Visita ao asilo São Vicente de Paula






Rosa Ionara, recreacionista

Olá pessoal! Pensei em aproveitar o material que é produzido nas outras cadeiras da faculdade, como materiais que “sobram” dos trabalhos e postar aqui, espero que eu não perca o meu foco, mas penso também que toda informação é válida e deve ser passada adiante.Semana passada foi feito um trabalho para fotojornalismo sob coordenação do professor Miro Bacin onde a turma foi ao asilo São Vicente de Paula, aqui em São Borja, para produzirem fotos que serão apresentadas em uma exposição. Acabei ficando para trás pois não pude ir no dia.  Fui na segunda (20) fazer as minhas fotos e entrevistas. Conversei com a Rosa, recreacionista do asilo e ela me indicou qual idoso não havia sido entrevistado ou fotografado, foi então que conheci a tia Heloísa, que no dia em que meus colegas foram lá, não quis ser entrevistada pois segundo Rosa não gosta de lembrar do passado, se emociona.. Tia Heloísa, uma senhora de traços fortes pele negra e cabelos brancos tem 74 anos e contou que mora no asilo há 23. Nunca teve filhos, também nunca se casou, sempre viveu para trabalhar, trabalhou a vida inteira como doméstica. Depois de perder a mãe foi rejeitada pelo irmão e como ela mesma diz “não gosta de dar trabalho” então foi morar no asilo, mas diz sentir muita falta da família, os poucos parentes que lhe restam moram em Porto Alegre e ela não têm contato com eles há anos.
Tímida, realmente não gostava de tirar fotos e suspeito que se Rosa não estivesse junto comigo, não teria saído muita conversa nem mesmo as fotos meio a contra gosto. Fiz toda entrevista com tia Helóisa no  quarto, onde encontrei tudo super arrumado, confirmando a  fama de  organizada e disposta, "ela é super independente, lava sua roupa e cuida dos outros idosos" contou Rosa. Confirmei isso quando a convidei para dar um passeio pelos corredores do asilo e, cheia de dedos com ela fui indo devagar até a porta, quando  simplesmente vejo tia Heloísa me ultrapassar num passo rápido e agitado. Sempre com a câmera a postos para pegar um bom ângulo, quando ela olhava eu disfarçava, até que desisti das fotos pois vi o seu desconforto, parei por ali, ela se despediu e rosa conduziu o resto do passeio.

Aí está a querida tia "Helô" 
 Conheci se não todos, a maioria dos ambientes do asilo, na sala de convivência estavam boa parte dos moradores, um mais encantador que outro, ao olhar para o rosto de cada um deles via tanta coisa e sentia vontade de saber as histórias de vida de cada um. Ao longo do passeio e até mesmo durante a conversa com tia Heloísa, o nó na garganta e a ardência nos olhos eram quase que constantes, não que tudo ali seja triste, não mesmo, mas sentia que cada idoso ali poderia ser um parente meu, vô, vó, tia. Pelos olhos de cada um podia ver que só o que eles precisam é de atenção, alguém que os ouça, converse, dê um abraço, não querendo desmerecer, é claro, o trabalho dos profissionais que trabalham lá, pois pude ver que há um grupo muito qualificado atendendo,  e as instalações são bem equipadas.

Sala de fisioterapia

O asilo São Vicente de Paula que existe há mais de 67 anos, segundo Rosa é o terceiro melhor da região em termos de estrutura, a moradia dos idosos é paga, em sua maioria, pelas suas aposentadorias, Rosa explica que é separado um valor X por mês de cada morador e guardado para eventuais gastos com remédios, consultas ou com o que o idoso desejar.




Refeitório e sala de convivência do asilo



Ir passar uma manhã neste lugar é uma terapia que recomendo, faz bem para quem está lá e acredito que mais ainda para quem vai visitar. 
O asilo São Vicente de Paula também aceita doações de roupas e alimentos. Para entrar em contato ou fazer uma visita segue o endereço e o telefone. 
Asilo São Vicente de Paula – Avenida JulioTrois 1660 - São Borja.  Telefone (55) 3431 2288.


Bullying, quanto mais cedo for combatido, menor é o perigo!



O caso do menino Casey Heynes primeiramente chamou a atenção pela sua espetacularização e pelo sensacionalismo do programa A Current Affair, onde ele foi veiculado. Mais tarde revendo o vídeo e lendo sobre o caso me interessei sobre o assunto, pela problemática que ele traz e por toda gama de informações que estão surgindo à respeito.

Bullying, para quem não sabe é caracterizado por agressões físicas ou psicológicas feitas de maneira contínua. Nas escolas geralmente a vítima é discriminada e agredida pelo seu tipo físico ou opção sexual. Esses tipos de agressões sempre aconteceram no decorrer da história, mas foi a partir de 1970 que o tema passou a ser pesquisado. As primeiras pesquisas foram feitas nos EUA pelo professor de psicologia da Universidade de Bergen, Dan Olweus. O termo bullying é de origem inglesa e foi introduzido pela primeira vez, nas suas investigações sobre tendências suicidas nos adolescentes. A partir de então os estudos científicos só fizeram aprofundar e divulgar o buylling como questão fundamental a ser trabalhada e com o intuito de dar à população a consciência da gravidade do assunto e das conseqüências que pode gerar a uma vítima se não for descoberto e tratado logo no seu cerne. É importante que o bullying e tudo o que o envolve seja veiculado para fim de esclarecimento e conscientização de todos. Porém, segundo a psicóloga Maria Izabel leme, como o assunto está sendo tratado com freqüência, a mídia vem generalizando casos e tudo passa a ser bullying, porque o assunto está na moda.  É preciso ter cuidado ao dizer que brincadeiras de mau gosto são bullying, pois para tanto tem que haver algum tipo de descriminação, humilhação e ou perseguição.


Uma pesquisa feita pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor – CEATSem 2009 em escolas de todas as regiões do país, aponta que cerca de 70% dos alunos pesquisados informam ter visto, pelo menos uma vez, um colega ser maltratado no ambiente escolar. Quase 9% dos alunos afirmam ter visto colegas serem maltratados várias vezes por semana e outros 10%, que vêem esse tipo de cena todos os dias. Ou seja, cerca de 20% dos alunos presencia atos de violência dentro da escola com uma freqüência muito alta, o que é um indício de que o bullying está presente significativamente nas escolas investigadas.

É preciso que fique claro que bullying não é uma simples brincadeira e não pode ser visto como algo normal. É um absurdo que nos dias de hoje com toda a informação que nos é disponibilizada por tantos meios, pessoas ainda acreditem que tudo não passa de uma fase pela qual todo adolescente passa. Há sim uma fase delicada na passagem da infância para a adolescência, mas isso não obriga nem torna tolerável que crianças e adolescentes tenham de suportar agressões e insultos diariamente, e que em casos mais graves cheguem a ponto de tentarem suicídio por não obterem dos próprios pais e professores o devido apoio e preocupação que o assunto requer.

Depois de pesquisar um pouco mais sobre o tema, descobri a real importância de se falar dele e conscientizar os que assim como eu até então não sabiam o que o bullying é realmente e o tipo de adulto que uma criança pode se tornar se for uma vítima e não puder tratar do problema. Por isso o título do post foi pensado antes mesmo do texto e não poderia ser outro.

Tem uma frase no site do observatório da criança que diz: “Não sofra em silêncio você tem direito a ter boas lembranças da escola” e concordo plenamente, ao contrário do que infelizmente disse o menino Casey Heynes: “foquem nos dias bons, mantenham o queixo erguido, a escola não irá durar para sempre”, é muito triste ouvir isso de uma criança, afinal, sob o meu ponto de vista a escola é uma das melhores fases da vida.


O Jornalidade buscou saber como se dá o trabalho de prevenção  ao Bullying e quando este ocorre quais são os procedimentos e como isso é trabalhado em algumas instituições de São Borja. Confira no videocast:





Aqui estão dois artigos referente ao tema para quem quiser saber mais:

Editorial

O que significa JORNALISMO para você? Imagino que encontraria várias respostas com essa pergunta. No entanto, para essa que vos escreve, de todas as definições e conceitos sobre jornalismo e dentre todas as atividades que o jornalista exerce a que mais me interessa e me desperta uma vontade imensa de seguir essa profissão é a denúncia, sim, denunciar! Na universidade de todas as coisas que já foram vistas, aprendidas, conhecidas e trabalhadas até hoje, a que mais me encantou, me prendeu e reafirmou minha escolha foi a possibilidade de denunciar, colocar o dedo na ferida e mostrar o que está ou permanece errado.  O jornalidade vem com essa proposta e mais, discutir notícias, mostrar diferentes ângulos de um fato, falar de jornalismo e da sociedade como um todo, dando foco em São Borja- RS, que é o lugar onde essa blogueira iniciante se encontra no momento. Proposta ampla né? Tentarei ao máximo cumprir com ela, agora é colocar a mão na massa!  Na sequência você já confere a pauta sobre Bullying. Até mais!


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